Inexistências - Introdução a uma velha crítica

A instalação foi inspirada na nova poética introduzida no universo das artes plásticas por Cildo Meireles. Na década de 60, ganha o primeiro lugar na bienal de Nova York com o trabalho intitulado "introdução a uma nova Crítica", reproduzida nesta exposição pelo objeto instalado ao centro desta obra de arte.
Todo este conjunto é força coletiva de esculturas modeladas por jovens e adultos de nossas comunidades, e resultado de cinco anos de trabalho aplicado no CDS - Centro de Desenvolvimento Social de Sobradinho I, II, Núcleos da Fercal e Planaltina. Esta iniciativa visa diminuir e superar o risco social e exclusão cultural.
Os objetos da instalação criam e comportam-se como metáforas visuais, sensoriais e imagéticas, nas quais o expectador é desafiado intelectualmente a interagir contra-sensos, estranhezas e colapsos de ordem vigente, a fim de promover a consciência, a existência e romper com o isolamento e distâncias, sejam elas de qualquer natureza.
Louvam-se atitudes de alguns produtores e empreendedores que, ao sensibilizarem-se, trazem à esta realidade, a luz que perfuma o cinzento odor do calor sufocante de nossos homens e mulheres que, do mar ao léu, muitos ainda se levantam e lembram que são humanos. Por isto, são dignos e querem aprimorar suas visões, gostos e atitudes.




 

O instituto Arte Social em conjunto com SOS criança e o CDS- Centro de Desenvolvimento Social implantaram um programa de arte/educação com duração de 12 meses no ano de 2004, culminando com esta mostra de bustos esculpidos em argila. O projeto faz parte do Programa de Responsabilidade Social da CAESB, que busca apoiar iniciativas da sociedade organizada, na redução das diferenças sociais.
Esta exposição, patrocinada pela CAIXA e CAESB é uma forma de exercitar e resgatar a cidadania de crianças e adolescentes de comunidades carentes, desenvolvendo a iniciativa empreendedora com responsabilidade em jovens de baixa renda ou que vivem sob risco social, para a superação da situação de exclusão cultural. Assim, o projeto desenvolveu atividades sócio-educativas com modalidades em: escultura em argila, desenho e hip-hop. Promovendo a integração social e reconhecimento público por meio dos trabalhos realizados, oportunizando experiências práticas para jovens com a realização artística e produção cultural, exposição e aumento da auto-estima, sendo de importância ímpar no atendimento social de crianças e adolescentes.
 


IAS - Instituto Arte Social

Regido de forma abrangente, nos mostrou e proporcionou resultados de grande valia, pois através das técnicas escolhidas obtivemos respostas, soluções e principalmente, resultados na conduta de homens e mulheres. Pessoas que já nasceram artistas e com a criatividade desbloqueada elaboraram obras de arte com tal magnitude, merecendo serem compartilhadas, apreciadas e refletidas.
Observar-se, e com prudência, que a realidade desta exposição é o termômetro e o resumo, também, da sobrevida das nossas comunidades. Da vida inoportuna de milhares de candangos que, com a firme falta de decência, nadam nas profundas, procurando um pouco de ar, acima dos mares, e quando vislumbram uma brecha de acolhimento, desabrocham por meio de uma mistura de alívio, prazer ou angústia. E pergunto, o que será do nosso futuro? Donde o desequilíbrio crescente dá as mãos a falta de controle da natalidade e a partir deste momento parimos muitos filhos para estas cidades de esculturas mal tratadas e inacabadas, onde o ser humano não está em primeiro lugar. Isto não combina com o raciocínio da força criadora.
Na maioria das expressões, tituladas como exemplo: "O Sono Obscuro, Depressão Gestante, O Suicídio Químico, Cota de Aflição, Libertando-se da Morte, A Guerra", não há motivos para escondê-las. Infelizmente, todos estão aqui, aí e então como adulto, pai, amigo ou professor, tenho que pedir ou informar, dar e proferir que estamos, mesmo, com uma situação dantesca.
Autoridades, por muitas vezes, com peneiras bem feitas e por inconsciência, despreparo ou imaturidade não resolvem com firmeza. como pais ou mães, que obviamente, querem sanar as doenças de seus filhos.


Louvam-se a atitude de alguns produtores, empreendedores que ao sensibilizarem-se, promovem e oportunizam a esta realidade, a luz que perfuma o cinzento odor do calor sufocante de nossos homens e mulheres, que do mar ao léu, muitos ainda se levantam e lembram que são humanos e que, mesmo assim, dignos, querem aprimorar suas visões e atitudes.
Quem escreveu que, desenvolvimento é destruir? Que amar é matar? Ou que para viver é necessário tanto sofrimento?
Que a qualidade nata, em todos, a arte, possa tomar neste instante, o seu lugar. Esta é a área que promove o homem a ser um ser, porque, aquele que não cria suga, ou depende de alguém.
"CABEÇAS Fantasias, Crenças e Realidade" é tudo isso, um açúcar amargo, direto na cabeça de quem olha, reza ou fantasia.



Catálogo Inexistências

 
 
 
 
 

 

Formação Acadêmica -1984
Faculdade de Filosofia e Letras (PUC – SP).
Humberto Brasil
E-mail: globohbrasil@hotmail.com
 
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